O cadeado sabe,
mesmo trancado e calado...
Muita severidade, seria?
O outro lado dele é assim?
Que lado? Do mundo claro?
Ele se tranca na escuridão,
desfazendo o que nunca aconteceu...
Pode trancar jaulas abertas...
Esconderijos da solidão... solitude...
Solidão no metrô das 5 da tarde.
Uma atitude de solitude...
Todo cadeado tem uma chave que abre...
Mas quem determina o lado "aberto"?
A força que habita minha alma!
Ambos lados de vasta profundidade...
E o terceiro lado? Que cor tem?
Tem cor de luz por trás dos olhos...
Um brilho flamejante e reluzente,
brilho que desafia o inevitável,
que nos mostra quem somos,
um brilho que se conecta ao Universo,
atravessando tudo que existe sem bussolas nem mapas
apenas com o sentido...
Se deixe levar ao som dos corações... compaixão...
E aquele cadeado? Lembra-se?
Sumiu!
Hey ho let's go!
...
Tem besteira maior do que culpar o cadeado?
Federico Riveiro
Mariana Peixoto
Juliana Peixoto
