Criar assas não é uma tarefa difícil, coisa impossível me encanta, a arte renova os ares e a ave canta. Suspiros sem fim embriagam meu estômago, parecem borboletas no âmago, uma tortura gostosa. Me encante com sua prosa, me envolva com seu feitiço, quem sabe um chá de sumiço, quem sabe uma overdose de amor? Não me engano com a dor e seja lá como for, mergulho profundamente e espero pacientemente meu resgate...
Minha sina é a solidariedade, e se nada mais faz sentido eu simplesmente amo, pra mim só existe esse ano, pra mim só existe o agora, se a verdade te devora, prepare-se para sumir, tenho ideais que me fazem evoluir e sonho com o sossego da Bahia, a terra da poesia, é lá que eu me encontro.
Sorridente sigo a caminhar, em minhas viagens imaginárias, sigo a cantar sem fazer planos. Trouxe os meus panos e vou armar minha rede, vou amar em minha rede, vou tecer uma nova história. Caprichos da memória me lembram que um dia fui triste, mas isso não insiste, sequer existe, portanto não me faz mal. A realidade atual me diz que é preciso coragem pois não há carruagem nessa viagem.
Sobretudo levo comigo a esperança, a certeza de que quem espera sempre alcança, aprendi a temperança o amor e a benevolência, e continuo rimando a paciência para que eu não mude a frequência do bem que emana da minha alma. Minha aura brilha e me permite chegar na ilha, me permite ir além e fazer a ponte, desilusões eu tenho um monte, mas sou indiferente a isso e se existe coincidências dê boas vindas ao meu sorriso.
Sei que lá, além do mar, além do céu e das estrelas tem um lugar onde habita a serenidade, onde as pessoas amam de verdade e isso me tira a agonia, pode até ser utopia, mas para mim, saber viajar é a verdadeira magia.


