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Eis que surge uma nova ideia... Meu nome é Juliana Peixoto, e decidi falar ao mundo todas as minhas indignações e protestos... Espero que sensibilize alguém, a vida é feita de caminhos e escolhas, e todo ser humano é responsável pelo que faz... ............................................. Escrevo para expressar meus pensamentos e opiniões, meus devaneios, alegrias, medos e indignações. Acredito fielmente em tudo que digo, minhas palavras são minhas verdades e não me importa se você querido leitor, for contrário a elas, eu sou livre para escrever e você é perfeitamente livre para pensar o que quiser. Que amor, respeito e verdade possam ser as diretrizes de todos que ousarem ler as minhas linhas!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Voltar às origens


Um caminho que parecia de azar me deu sorte, caminhei lentamente até chegar ao que eu não imaginava ser o paraíso, minhas vistas se ofuscaram com tamanha beleza, me senti a pessoa mais privilegiada do mundo. O mar parecia um grande lençol de cetim azul. Transparente e lindo. Dava para visualizar cardumes de peixes corais coloridos tartarugas e golfinhos, palavras apenas não conseguem descrevem tamanha beleza, e meus olhos brilham só de lembrar. 

Fotografias mentais ficaram registradas como tatuagem em minhas memórias, lembrança palpável não restou, pois situações como essa onde podemos apenas contemplar com a visualização e as inúmeras sensações que fui descobrindo, geralmente não dá pra registrar, não daria para levar câmera fotográfica em uma viajem astral, e captar o que via com meus olhos nus era simplesmente impossível. Apenas pude sentir, mergulhei e então mais sensações pude conhecer e celebrar. Nessa hora desejava que o relógio parasse e que o tempo se perpetuasse naquele instante, mas o sol se despediu deixando um gosto de quero mais...

Nuvens se formaram no céu, o vento foi ficando mais forte e precisei mudar meu norte, embora preferisse criar raízes por lá. Areia fina e macia, água morna, algumas árvores que davam sombras refrescantes, vegetação nativa, alguns bichinhos em seu habitat natural, ali eu era intrusa, mas me sentia local.

Não queria despertar dessa viajem, não quis ir embora e até hoje penso em voltar, vou trabalhando como louca, mas nessa babilônia é difícil gastar menos do que se ganha, e não bastasse o pouco, vem o governo e rouba mais um tanto... Há juros e correção monetária, os banqueiros se enriquecem sem trabalhar e assim tentam sugar minha alma, que nessa altura do campeonato não é mais tão calma e chego a ser tomada pela angústia...

O princípio real e verdadeiro da vida vai se apagando até não restar sombra, e o que era essencial se torna supérfluo, me vejo num mundo diminuído, não me vejo totalmente como sou... Estou envolta numa carcaça de beleza que nem a mim convence (mesmo que o espelho afirme que sim) sinto o grande eu ser diminuído por disputas de ego, e cada um vai apodrecendo em seu tempo.

A indignação e a revolta matam (lentamente), de dentro pra fora pois não é possível nem protestar. O descaso desgasta a fé e a alienação apaga o desejo por mudanças, e eu apenas desejo voltar pra lá, não me permito morrer por indignação.

Vivo em um sonho eterno, ora dormindo, ora acordada (com uma esperança que já decretou falência) de que tudo vai mudar, de que o ser humano vai despertar para o amor incondicional e enclausurada nessa utopia vou conhecendo pessoas que pensam (se não igual) muito parecido a mim. Discutimos ideias e ideais, meditamos, e transmutamos sentimentos de baixa vibração em amor.

Procuramos nos sintonizar na frequência da paz e então por alguns momentos consigo me abstrair da esfera sócio-política brasileira. Faço planos e me desfaço inteira nessa alegria passageira que insisto em não chamar de ilusão. Mas um dia eu volto para o meu lugar, lá existem abraços calorosos e sem fim, é um local que você vale simplesmente por existir e não pelo que tem, nem pelo que é, simples, só respirar para perceber que ali você é parte do todo

A minha natureza está me chamando para voltar, mergulhar na essência, me conectar apenas com o que é verdadeiramente bom, tornar a ser o que nessa altura do campeonato, parece nem mais existir e há muito tempo anda esquecido pelo homem.

Voltar para o lugar de onde eu vim, esse sim é o meu desejo maior, tenho certeza que não sou deste planeta, quiçá nem desta galáxia, minhas memórias não me enganam, sei que um dia eu vivi em condições de amor pleno com todos os seres, iguais ou diferentes de mim.

Quando conseguir meu sonhado regresso a essa minha "terra natal", terei muita história para contar, histórias de uma vida que lutou incessantemente, que pensou em desistir, que amou, chorou, perdoou, se rendeu mas sobreviveu até cumprir a missão de disseminar o amor incondicional como principal ferramenta de cura, paz e harmonia. Até que isso se torne realidade, vou trilhando meu caminho, distribuindo sorrisos, dividindo dádivas, semeando amor e chorando (quando preciso) para aliviar o peso da dor que ainda sinto com a ingratidão humana, mas isso faz parte e eu vou aprender a equanimidade em sua totalidade.

Luz e paz a todos é o que deseja essa alienígena que vos escreve!

Juliana Peixoto

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