Por mais lindo, puro e sereno, com a conectividade perfeita,
haverá a hora da partida. É necessário saber partir. Uma palavra que está na
moda hoje em dia é o "desapego" algo praticado há milênios por monges
que buscam a iluminação, desapegar-se talvez seria a primeira lição para tal
jornada. "Desapega" virou hit publicitário, mas continua difícil, "impossível"
para alguns praticar o tal "desapego".
Construo conceitos empíricos que muitas vezes se assemelham
a alguns pensadores, mas não me influencio por isso... Busco não julgar e criar
meus conceitos a partir das experiências que vivo, e inclusive acredito que
isso faria bem à toda humanidade, deveria haver nas escolas uma matéria que
ensina isso, seria uma (re)evolução, ensinar aos pequenos a criar conceitos de
acordo com suas experiências, guiados pela prática do amor, com orientações
simples como: SOMOS TODOS UM - somos seres complementares cada qual com sua
importância no universo. Se assim fosse, estaríamos preparados a todo tempo
para a partida, para o desapego.
Dentro de todo meu empirismo, descobri que preciso
constantemente desenvolver a arte da
partida. Uma vez que descobri minha função cósmica nessa vida. Nas circunstâncias
que passo por essa vida, eu me fortaleço a cada vez que tenho que atravessar
uma nova despedida. Partir dói, e dói mais porque nos apegamos demais. Tá aí a importância
de praticar o amor incondicional, você se fortalece ofertando o melhor de si em
todas as situações da sua vida, sem se apegar às situações, viver o desapego com
a mesma intensidade do amor. E é justamente esse "inversamente
proporcional" que é o mais difícil para a humanidade criada dentro das
normas da "abnt".
Penso que o que vivo, (a oportunidade que tenho de ser co-criadora
da minha realidade) seja possível a todos... Todos que se comprometerem ao amor
incondicional. A verdadeira lei da atração funciona mais além do que bens e
desejos materiais. É necessário rasgar o véu e enxergar com os olhos da alma,
ver com o coração e praticar a verdade. Eliminar a hipocrisia e os
julgamentos... deixar de viver na pseudo normalidade. É necessário estar
preparado para a partida.
Saem antigos valores e entram novos, uma novidade que gera
mudança de vida, amor-próprio, respeito e paz. É necessário se abrir para
aprender, praticar, viver e multiplicar... ensinar para outros e ajudar na
divulgação dessa consciência.
Aprendi a ser uma divulgadora do bem através de chegadas e partidas,
muitos ensinamentos aprendidos e repassados, muito sentimento bom gerado pelos cantos
e corações que passei. Fui com certeza (e ainda sou) canal de luz, agente
transmissora de paz, calmante para corações aflitos, sem demagogia... Poderei
novamente partir, com certeza o farei, quando o salto for o desapego da matéria
corpo, nem por isso deixo de seguir dançando pela vida, sorrindo para tudo e
amando a todos, chegando e partindo, evoluindo em cada recomeço.
Sigo em busca da felicidade plena... Partiu?
Juliana Peixoto

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