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Eis que surge uma nova ideia... Meu nome é Juliana Peixoto, e decidi falar ao mundo todas as minhas indignações e protestos... Espero que sensibilize alguém, a vida é feita de caminhos e escolhas, e todo ser humano é responsável pelo que faz... ............................................. Escrevo para expressar meus pensamentos e opiniões, meus devaneios, alegrias, medos e indignações. Acredito fielmente em tudo que digo, minhas palavras são minhas verdades e não me importa se você querido leitor, for contrário a elas, eu sou livre para escrever e você é perfeitamente livre para pensar o que quiser. Que amor, respeito e verdade possam ser as diretrizes de todos que ousarem ler as minhas linhas!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Na fila

30 pessoas em minha frente...
Momento de espera, esperança... Ruídos, burburinhos de conversas paralelas e choro de criança querendo presente de papai noel, o sonho na espreita.

Aqui não há silencio, nem no cochilo da senhora que está sentada ao meu lado aguardando sua senha preferencial, tão bonitinha, vestido rosa-chá, está ressonando, o sono já deve estar entrando em estado profundo, será que já chamaram sua senha?

Discussão, alguns reclamam da lentidão do atendimento, outros com pastas cheias de contas a pagar, realmente é necessário paciência para esperar a lentidão da fila do atendimento bancário... Tão ruim, porém necessário.

O painel pisca, avançam as senhas, tem apenas 20 números na minha frente, 18 agora... Se posso escrever parece que o tempo passa mais rápido.

Acordei a senhorinha de lindos olhos azuis, era por coincidência a senha anterior a dela, que sorte! Simpática, educada e delicada me contou nesse ínfimo tempo que hoje cedo tomou seu remédio de pressão, por isso tamanho sono, me disse que tem fé que já está curada (amém). Seu nome é Zélia, após seu atendimento me agradeceu por não perder o lugar na fila, eu sorri e ela me perguntou se eu era mineira, não foi necessário dizer DEZ nem ARROZ, foi pelo sorriso.
Me agradeceu e foi embora feliz, lembrando da boa temporada que passou em Belo Horizonte há alguns anos atrás. 

Agora só faltam 9, a criança pirracenta foi embora, não há choro, barulho só das conversas e da autenticação... Estão trabalhando rápido, querem e precisam descansar, serviço de caixa bancário é "paulera". 

É chegada a hora do meu atendimento, depois de longa e observadora espera... Nessa analise que pude fazer desse tempo despendido é que podemos colocar vida em tudo, e que principalmente devemos colocar sorriso na vida para que até as coisas mais amargas se tornem doce e contagiem os que estão ao redor.
Fim
Juliana Peixoto

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