Momento de espera, esperança... Ruídos, burburinhos de conversas paralelas e choro de criança querendo presente de papai noel, o sonho na espreita.
Aqui não há silencio, nem no cochilo da senhora que está sentada ao meu lado aguardando sua senha preferencial, tão bonitinha, vestido rosa-chá, está ressonando, o sono já deve estar entrando em estado profundo, será que já chamaram sua senha?
Discussão, alguns reclamam da lentidão do atendimento, outros com pastas cheias de contas a pagar, realmente é necessário paciência para esperar a lentidão da fila do atendimento bancário... Tão ruim, porém necessário.
O painel pisca, avançam as senhas, tem apenas 20 números na minha frente, 18 agora... Se posso escrever parece que o tempo passa mais rápido.
Acordei a senhorinha de lindos olhos azuis, era por coincidência a senha anterior a dela, que sorte! Simpática, educada e delicada me contou nesse ínfimo tempo que hoje cedo tomou seu remédio de pressão, por isso tamanho sono, me disse que tem fé que já está curada (amém). Seu nome é Zélia, após seu atendimento me agradeceu por não perder o lugar na fila, eu sorri e ela me perguntou se eu era mineira, não foi necessário dizer DEZ nem ARROZ, foi pelo sorriso.
Me agradeceu e foi embora feliz, lembrando da boa temporada que passou em Belo Horizonte há alguns anos atrás.
Agora só faltam 9, a criança pirracenta foi embora, não há choro, barulho só das conversas e da autenticação... Estão trabalhando rápido, querem e precisam descansar, serviço de caixa bancário é "paulera".
É chegada a hora do meu atendimento, depois de longa e observadora espera... Nessa analise que pude fazer desse tempo despendido é que podemos colocar vida em tudo, e que principalmente devemos colocar sorriso na vida para que até as coisas mais amargas se tornem doce e contagiem os que estão ao redor.
Fim
Juliana Peixoto
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